Ruge o peito imaculado
Na canção que eu te fiz
Chora a mão que ainda insone
Eu te dei, você negou
Rezo só que dor consome
Solidão que jamais quis
Mordo o tempo fatiado
Por amor que se atrasou
Herdo o tudo esvaziado
Só poesia me restou
Verso quando ama come
As sobras de um infeliz
Peço a rima que retome
O que a jura não vingou
E meço os dias no aguardo
Do amor que nos condiz
Caça o olhar ventilado
Pela rima que assoprou
Passa pelo beijo e some
A minh’alma que foi triz
Morre no passado o nome
Que de mel te batizou
Provo do minuto o fado
Que a vida não dá bis
Rosna o passo baqueado
Pela dama de verniz
Pisa no chão que se esconde
Do caminho que já secou
Vento quero que te conte
Excomungaste à raiz
Um instante eternizado
Que num amor se plantou
Late o berço naufragado
Por quem foi e não voltou
Pede o sonho que se banhe
Na ausência em que jazi
Pesadelo já não dorme
Por um canto que faltou
Pra um tempo inacabado
Tu partiste, eu me parti
Muito bom, muito bom!
ResponderExcluirHUAHauHAuahUAHauHAUhauHAUauHAUhauhauHAUhauHAUhaUAHUAHuaHAUhaUAHuahAUhaUAHUAhauHAuahUAhauHAUahuhaUAHauhaAU