É sempre meio-dia quando eu te amo
É sempre calor quando te pressinto
É sempre verão quando me declamo
É sempre ardor quando te excito
É nunca dor quando eu te chamo
Se me embriago na fonte do teu absinto
É sempre céu claro quando me olhas
É sempre eclipse quando me abraças
É sempre gravidade quando me tocas
É sempre universo no ar de tua graça
É nunca afeição que altera a órbita
Se vagueio nos sonhos da tua galáxia
É sempre primavera quando acordas
É sempre fotossíntese quando respiras
É sempre um jardim quando desfloras
É sempre uma brisa quando desfilas
É nunca outono que se revigora
Se me guio nas estações dos teus dias
É sempre uma sinfonia quando tu falas
É sempre um poema quando te descrevo
É sempre uma rima que tu embalas
É sempre a feição de um soneto
É nunca um verso na encruzilhada
Se nos compomos na face de um dueto
É sempre macio quando me agarras
É sempre uma canção quando sussurras
É sempre o toque de uma pluma plácida
É sempre o frescor de uma água pura
É nunca incômodo de uma pele rasa
Se mergulho no mar do amor que dura
É sempre deslize quando te prendo
É sempre escorregadio quando te vejo
É sempre confirmação que estou querendo
É sempre a sincronia que não tem pelejo
É nunca o conflito que se vê ardendo
Se na tua essência sou só desejo
É sempre oceano quando me navegas
É sempre vela cheia quando te anuncias
É sempre maresia que à praia se entrega
É sempre a onda que se vangloria
É nunca tempestade que se congrega
Se me banho nas águas do teu mar que guia
É sempre o que o nunca tem vontade
É nunca o que jamais será pra sempre
Quando no futuro da possibilidade
O destino não for mais do presente
Pro fim dos dias serei a ansiedade
Do princípio de amar eternamente
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Eu... ela
Eu sorrio
Ela só ri
Eu pisco
Ela titubeia
Eu hesito
Ela excita
Eu respiro
Ela suspira
Eu disfarço
Ela só farsa
Eu insisto
Ela resiste
Eu persigo
Ela persiste
Eu procuro
Ela foge
Eu corro
Ela voa
Eu avisto
Ela à vista
Eu paro
Ela repara
Eu charme
Ela mais
Eu volto
Ela envolve
Eu noto
Ela anota
Eu viro
Ela revira
Eu encaro
Ela descara
Eu retorno
Ela retoma
Eu aproximo
Ela distancia
Eu penso
Ela devaneia
Eu reflito
Ela ilumina
Eu sussurro
Ela se surra
Eu atrevo
Ela atrevida
Eu aliso
Ela realiza
Eu cheiro
Ela exala
Eu abraço
Ela encasula
Eu domino
Ela indomável
Eu caso
Ela descaso
Eu acaricio
Ela derrete
Eu avanço
Ela avançada
Eu perscruto
Ela confidencia
Eu fascínio
Ela sabe
Eu proponho
Ela proposta
Eu flutuo
Ela levita
Eu cama
Ela travesseiro
Eu ardor
Ela amor
Eu pele
Ela repele
Eu boca
Ela desboca
Eu lábios
Ela deleita
Eu cadência
Ela disritmia
Eu nervo
Ela relevo
Eu suor
Ela saliva
Eu delírio
Ela colírio
Eu descontrole
Ela perdição
Eu vontade
Ela impulso
Eu malícia
Ela lascívia
Eu vassalo
Ela feudo
Eu escravo
Ela engenho
Eu carícia
Ela submissa
Eu desejo
Ela deslize
Eu nirvana
Ela sacana
Eu vulcão
Ela emoção
Eu silencio
Ela gemido
Eu brisa
Ela praia
Eu espírito
Ela médium
Eu pássaro
Ela horizonte
Eu olhar
Ela paisagem
Eu mar
Ela tempestade
Eu versos
Ela poema
Eu estrofe
Ela liberdade
Eu paixão
Ela saudade
Eu vida
Ela eternidade
Eu...fim
Ela...em mim
Ela só ri
Eu pisco
Ela titubeia
Eu hesito
Ela excita
Eu respiro
Ela suspira
Eu disfarço
Ela só farsa
Eu insisto
Ela resiste
Eu persigo
Ela persiste
Eu procuro
Ela foge
Eu corro
Ela voa
Eu avisto
Ela à vista
Eu paro
Ela repara
Eu charme
Ela mais
Eu volto
Ela envolve
Eu noto
Ela anota
Eu viro
Ela revira
Eu encaro
Ela descara
Eu retorno
Ela retoma
Eu aproximo
Ela distancia
Eu penso
Ela devaneia
Eu reflito
Ela ilumina
Eu sussurro
Ela se surra
Eu atrevo
Ela atrevida
Eu aliso
Ela realiza
Eu cheiro
Ela exala
Eu abraço
Ela encasula
Eu domino
Ela indomável
Eu caso
Ela descaso
Eu acaricio
Ela derrete
Eu avanço
Ela avançada
Eu perscruto
Ela confidencia
Eu fascínio
Ela sabe
Eu proponho
Ela proposta
Eu flutuo
Ela levita
Eu cama
Ela travesseiro
Eu ardor
Ela amor
Eu pele
Ela repele
Eu boca
Ela desboca
Eu lábios
Ela deleita
Eu cadência
Ela disritmia
Eu nervo
Ela relevo
Eu suor
Ela saliva
Eu delírio
Ela colírio
Eu descontrole
Ela perdição
Eu vontade
Ela impulso
Eu malícia
Ela lascívia
Eu vassalo
Ela feudo
Eu escravo
Ela engenho
Eu carícia
Ela submissa
Eu desejo
Ela deslize
Eu nirvana
Ela sacana
Eu vulcão
Ela emoção
Eu silencio
Ela gemido
Eu brisa
Ela praia
Eu espírito
Ela médium
Eu pássaro
Ela horizonte
Eu olhar
Ela paisagem
Eu mar
Ela tempestade
Eu versos
Ela poema
Eu estrofe
Ela liberdade
Eu paixão
Ela saudade
Eu vida
Ela eternidade
Eu...fim
Ela...em mim
Sobre desejos...
Dias são longos demais
Se separam o tempo
Entre nossos olhares
Noites se tornam vazias
Quando sonhos faltam
À memória do teu som
Saudade fere bastante
Quando se ausenta a pele
Que sorvo em lembrança
Procuro o teu cheiro
No aroma dos instantes
Que se fazem felizes
Vagueio pelo sorriso
Do que remanesceu
No paladar do efêmero
Penso na insanidade
Das faces do desejo
Que reluz do teu rosto
Revivo o teu ar
Na brisa que escorre
Da vontade insistente
Recobro os sentidos
No afã de um deslize
Que as almas suplicam
Ensurdeço no silêncio
Que tua boca projeta
Sobre o meu paladar
Adormeço no abraço
Que teu corpo enlaça
Sobre meu futuro
Acolho a feição
Que marca o prazer
Do nosso sigilo
E só quero o instinto
Das tuas razões
No meu desatino
Para fazer da paixão
A linha do tempo
Do nosso destino
Se separam o tempo
Entre nossos olhares
Noites se tornam vazias
Quando sonhos faltam
À memória do teu som
Saudade fere bastante
Quando se ausenta a pele
Que sorvo em lembrança
Procuro o teu cheiro
No aroma dos instantes
Que se fazem felizes
Vagueio pelo sorriso
Do que remanesceu
No paladar do efêmero
Penso na insanidade
Das faces do desejo
Que reluz do teu rosto
Revivo o teu ar
Na brisa que escorre
Da vontade insistente
Recobro os sentidos
No afã de um deslize
Que as almas suplicam
Ensurdeço no silêncio
Que tua boca projeta
Sobre o meu paladar
Adormeço no abraço
Que teu corpo enlaça
Sobre meu futuro
Acolho a feição
Que marca o prazer
Do nosso sigilo
E só quero o instinto
Das tuas razões
No meu desatino
Para fazer da paixão
A linha do tempo
Do nosso destino
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
E teu olhar?
Foram-se na brisa
teus olhos de outrora
agora as costas são
o olhar que me relegas
se antes a paixão
escorria nos detalhes
hoje mora no vazio
dos gestos que se vão
o sorriso encabulado
pegou a rota do espaço
o desejo virou morte
na sina dos teu chão
cada dia que se vai
é um instante sem você
toda estrela que se esvai
é uma noite sem te ter
sem a luz da tua presença
o trabalho é escuridão
sofrimento é seqüência
sofre mais o coração
que lembrança têm os passos
do que nunca aconteceu?
que rei serei de tu
se de mim sou nem plebeu?
teus olhos de outrora
agora as costas são
o olhar que me relegas
se antes a paixão
escorria nos detalhes
hoje mora no vazio
dos gestos que se vão
o sorriso encabulado
pegou a rota do espaço
o desejo virou morte
na sina dos teu chão
cada dia que se vai
é um instante sem você
toda estrela que se esvai
é uma noite sem te ter
sem a luz da tua presença
o trabalho é escuridão
sofrimento é seqüência
sofre mais o coração
que lembrança têm os passos
do que nunca aconteceu?
que rei serei de tu
se de mim sou nem plebeu?
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Meus olhos... teus olhos
Meus olhos se viram a sós
Ainda pacientes e atentos
Adornam teus passos...
Mapeiam movimentos...
Enxergam tua face...
Descrevem teu brilho...
Absorvem teu ar...
Mas estão fadados à vigília
Meus olhos não mais comungam
O sabor do teu sorriso
Meus olhos não mais tocam
A reciprocidade do desejo
Meus olhos não mais tomam
A tua loucura emprestada
Meus olhos cegaram
À falta do teu olhar
Meus olhos emudeceram
À ausência do teu perfume
Meus olhos cansaram
À carência dos nossos corpos
Meus olhos se repaginaram
Na dança da indiferença
Meus olhos se acinzentaram
No repúdio da possibilidade
Meus olhos se enfraqueceram
Na força do teu afastamento
Meus olhos se perguntam
Pela ousadia do teu calor
Meus olhos se indagam
Pelo paradeiro da tua vontade
Meus olhos se questionam
Pela fuga do teu ímpeto
Meus olhos já não detectam
O que era flagrante
Meus olhos já não tateiam
O pecado esperado
Meus olhos já não sentem
Sinais de receptividade
Meus olhos choram
A sorte
Indesejada
Meus olhos lamentam
A loucura
Irrealizada
Meus olhos sofrem
A conquista
Inatingida
Meus olhos só assistem
À independência dos teus
Meus olhos só codificam
A dormência dos teus
Meus olhos só farejam
O eclipse dos teus
Teus olhos passeiam ao longe
Brincam no tempo
Saciam-se nas letras
Maquiam-se nas festas
Afugentam-se na distração
Teus olhos agora se escondem
Camuflam-se nas obrigações
Flagelam-se na seriedade
Torturam-se no impossível
Despedem-se do prazer desconhecido
Teus olhos se doutrinam
Conhecem os limites
Dominam as fraquezas
Impedem os deslizes
Contornam as rotas do acaso
Mas teus olhos não falam
O que os meus pedem para ouvir
Mas teus olhos não sussurram
O que os meus esperam sentir
Mas teus olhos não beijam
A alma que os meus te entregam
Teus olhos não mais enxergam
Os meus olhos que te devoram
Teus olhos não mais sucumbem
Aos meus que só te querem
Teus olhos não mais se mostram
Aos meus que te decoram
Meus olhos tolos seguem à espreita
Teus olhos firmes se fortalecem
Meus olhos frágeis se martirizam
Teus olhos fortes se reflorescem
Meus olhos débeis morrem vagos
Teus olhos certos não convalescem
Queria que teus olhos
Ensinassem aos meus
Os segredos da recusa
Diante do desejo
Queria que teus olhos
Explicassem aos meus
Como driblar a ânsia
Do querer imediato
Queria que teus olhos
Conduzissem os meus
Ao alívio de nada sentir
Frente ao que se almeja
Por que teus olhos não
Me contam o enigma da
Esperança esvaziada?
Ainda pacientes e atentos
Adornam teus passos...
Mapeiam movimentos...
Enxergam tua face...
Descrevem teu brilho...
Absorvem teu ar...
Mas estão fadados à vigília
Meus olhos não mais comungam
O sabor do teu sorriso
Meus olhos não mais tocam
A reciprocidade do desejo
Meus olhos não mais tomam
A tua loucura emprestada
Meus olhos cegaram
À falta do teu olhar
Meus olhos emudeceram
À ausência do teu perfume
Meus olhos cansaram
À carência dos nossos corpos
Meus olhos se repaginaram
Na dança da indiferença
Meus olhos se acinzentaram
No repúdio da possibilidade
Meus olhos se enfraqueceram
Na força do teu afastamento
Meus olhos se perguntam
Pela ousadia do teu calor
Meus olhos se indagam
Pelo paradeiro da tua vontade
Meus olhos se questionam
Pela fuga do teu ímpeto
Meus olhos já não detectam
O que era flagrante
Meus olhos já não tateiam
O pecado esperado
Meus olhos já não sentem
Sinais de receptividade
Meus olhos choram
A sorte
Indesejada
Meus olhos lamentam
A loucura
Irrealizada
Meus olhos sofrem
A conquista
Inatingida
Meus olhos só assistem
À independência dos teus
Meus olhos só codificam
A dormência dos teus
Meus olhos só farejam
O eclipse dos teus
Teus olhos passeiam ao longe
Brincam no tempo
Saciam-se nas letras
Maquiam-se nas festas
Afugentam-se na distração
Teus olhos agora se escondem
Camuflam-se nas obrigações
Flagelam-se na seriedade
Torturam-se no impossível
Despedem-se do prazer desconhecido
Teus olhos se doutrinam
Conhecem os limites
Dominam as fraquezas
Impedem os deslizes
Contornam as rotas do acaso
Mas teus olhos não falam
O que os meus pedem para ouvir
Mas teus olhos não sussurram
O que os meus esperam sentir
Mas teus olhos não beijam
A alma que os meus te entregam
Teus olhos não mais enxergam
Os meus olhos que te devoram
Teus olhos não mais sucumbem
Aos meus que só te querem
Teus olhos não mais se mostram
Aos meus que te decoram
Meus olhos tolos seguem à espreita
Teus olhos firmes se fortalecem
Meus olhos frágeis se martirizam
Teus olhos fortes se reflorescem
Meus olhos débeis morrem vagos
Teus olhos certos não convalescem
Queria que teus olhos
Ensinassem aos meus
Os segredos da recusa
Diante do desejo
Queria que teus olhos
Explicassem aos meus
Como driblar a ânsia
Do querer imediato
Queria que teus olhos
Conduzissem os meus
Ao alívio de nada sentir
Frente ao que se almeja
Por que teus olhos não
Me contam o enigma da
Esperança esvaziada?
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Fim de show...
A estrada se fecha ao desejo
A porteira barra a vontade
A tranca isola os corpos
Não há margem para riscos
Os gestos sentem a barreira
As mãos se perdem no vazio
Os olhos não perseguem mais
Falta espaço para os versos
A conversa míngua na solidão
O cumprimento seca a razão
A proximidade se distancia
Não se tem palco para ação
A liberdade tropeçou no peso
Risco se resumiu à prudência
O silêncio reina sobre o ímpeto
Não há lugar para trocas jamais
E aquela esperança padeceu
Na insistência de uma recusa
No receio do desconhecido
Nas mensagens diuturnas
O vôo não saiu do chão
Ninguém arremete na indiferença
O rascunho se apagou
No titubeio de quem escrevia
O barraco desabou
Na despedida de quem se afasta
A dança tem seu último capítulo
As pernas se desequilibram
O próximo passo é o monólogo
O abraço virou recordação
O beijo não chega ao ombro
A mordiscada arrefeceu no imaginário
As declarações constam no arquivo
Dos olhos doces da beleza
Resguardado por lentes e charme
O sorriso de mil faces não se traduz
Na linguagem de quem ainda quer
Tímido, sorrateiro à base de covas
Agora se rende à seriedade do impossível
Sobram palavras perdidas no passado
Sobram calafrios nas espinhas
Sobram os tremores do horizonte
Sobram sonhos recheados de pecado
Restam os resquícios
do desejo fulminante
Mas cessou a confusão
dos sentimentos
É o fim indesejado
Das premonições
Show e vida não combinam
A realidade pede o viável
Disfarça-se a encenação
No teatro do escondido
Os versos encerram o capítulo
As estrofes copiam o fácil
A poesia fica acima do encanto
Mas não contagia mais o riso
O espírito de ousadia
Vagueia ao alcance da tristeza
E à sombra do remorso
O desejo simples e mútuo
Perpassa alguns dias
A insônia não fabrica
Sonhos de outrora
Gestos, palavras, trajes
Se rasgam na efemeridade
De quem viveu o instante
Não conquistado
Sobrevive a atmosfera
Do show do insconsciente...
A porteira barra a vontade
A tranca isola os corpos
Não há margem para riscos
Os gestos sentem a barreira
As mãos se perdem no vazio
Os olhos não perseguem mais
Falta espaço para os versos
A conversa míngua na solidão
O cumprimento seca a razão
A proximidade se distancia
Não se tem palco para ação
A liberdade tropeçou no peso
Risco se resumiu à prudência
O silêncio reina sobre o ímpeto
Não há lugar para trocas jamais
E aquela esperança padeceu
Na insistência de uma recusa
No receio do desconhecido
Nas mensagens diuturnas
O vôo não saiu do chão
Ninguém arremete na indiferença
O rascunho se apagou
No titubeio de quem escrevia
O barraco desabou
Na despedida de quem se afasta
A dança tem seu último capítulo
As pernas se desequilibram
O próximo passo é o monólogo
O abraço virou recordação
O beijo não chega ao ombro
A mordiscada arrefeceu no imaginário
As declarações constam no arquivo
Dos olhos doces da beleza
Resguardado por lentes e charme
O sorriso de mil faces não se traduz
Na linguagem de quem ainda quer
Tímido, sorrateiro à base de covas
Agora se rende à seriedade do impossível
Sobram palavras perdidas no passado
Sobram calafrios nas espinhas
Sobram os tremores do horizonte
Sobram sonhos recheados de pecado
Restam os resquícios
do desejo fulminante
Mas cessou a confusão
dos sentimentos
É o fim indesejado
Das premonições
Show e vida não combinam
A realidade pede o viável
Disfarça-se a encenação
No teatro do escondido
Os versos encerram o capítulo
As estrofes copiam o fácil
A poesia fica acima do encanto
Mas não contagia mais o riso
O espírito de ousadia
Vagueia ao alcance da tristeza
E à sombra do remorso
O desejo simples e mútuo
Perpassa alguns dias
A insônia não fabrica
Sonhos de outrora
Gestos, palavras, trajes
Se rasgam na efemeridade
De quem viveu o instante
Não conquistado
Sobrevive a atmosfera
Do show do insconsciente...
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Olhos em silêncio
Seus olhos silenciaram
A eloqüência do meu olhar
Meu sorriso de prontidão
Se apagou na indiferença
Os batimentos correram
A lentidão de uma resposta
Há dias que nascem coloridos
E morrem no cinza da frustração
Há instantes que são eternos
No arquivo das lembranças
Há palavras que se tatuam
Na alma de quem escuta
Versos noturnos sobrevivem
Ao terreno vago da rejeição
Olhares continuam a seguir
O andar rápido da paixão
E o cumprimento discreto
Sem o toque, sente a mão
A intimidade toca o ritmo
Da proximidade consentida
Mas os passos se afastam
No caminho do receio
O desejo ainda fertiliza
A ânsia de quem sonha
Liberdade é refém do medo
Se ousadia vira a inércia
De um carinho contido
Emoções convalescem
Quando o corpo se tranca
À revelia de um olhar
A boca ainda sente o gosto
Da saliva imaginada
A memória ainda guarda
O perfume da fantasia
Que sabor conserva
Tua alma inquieta?
A eloqüência do meu olhar
Meu sorriso de prontidão
Se apagou na indiferença
Os batimentos correram
A lentidão de uma resposta
Há dias que nascem coloridos
E morrem no cinza da frustração
Há instantes que são eternos
No arquivo das lembranças
Há palavras que se tatuam
Na alma de quem escuta
Versos noturnos sobrevivem
Ao terreno vago da rejeição
Olhares continuam a seguir
O andar rápido da paixão
E o cumprimento discreto
Sem o toque, sente a mão
A intimidade toca o ritmo
Da proximidade consentida
Mas os passos se afastam
No caminho do receio
O desejo ainda fertiliza
A ânsia de quem sonha
Liberdade é refém do medo
Se ousadia vira a inércia
De um carinho contido
Emoções convalescem
Quando o corpo se tranca
À revelia de um olhar
A boca ainda sente o gosto
Da saliva imaginada
A memória ainda guarda
O perfume da fantasia
Que sabor conserva
Tua alma inquieta?
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Luta
A glória não envaidece a multidão
O fracasso não condena a desgosto
Quando herói faz da espada a razão
Demuda a arena da vida em gosto
A luta vira somente uma canção
A coragem é quem embala o posto
Quando a sorte é refém do desvão
A batalha canta noites de agosto
A derrota flerta o beijo entreposto
A vitória dialoga com a ilusão
O desfecho no destino é recosto
Se o espírito se abre ao coração
A guerra não passa de um aposto
Vencedor faz de ousadia a lição
O fracasso não condena a desgosto
Quando herói faz da espada a razão
Demuda a arena da vida em gosto
A luta vira somente uma canção
A coragem é quem embala o posto
Quando a sorte é refém do desvão
A batalha canta noites de agosto
A derrota flerta o beijo entreposto
A vitória dialoga com a ilusão
O desfecho no destino é recosto
Se o espírito se abre ao coração
A guerra não passa de um aposto
Vencedor faz de ousadia a lição
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Madrugada
Minha vida é um balde de vento
Eu arremesso em meio ao nada
O ar que reveste o momento
Faz-se banho em madrugada
Mas eu cato de novo o relento
E misturo à boca amargada
Convalesce de dor e tormento
A prece então desmaiada
E me vicio longe a contento
Da repetição meio espraiada
Insisto no tempo e arrebento
A vontade agora aflorada
Me invisto de sonho e alento
Na ilusão de toda caminhada
Eu arremesso em meio ao nada
O ar que reveste o momento
Faz-se banho em madrugada
Mas eu cato de novo o relento
E misturo à boca amargada
Convalesce de dor e tormento
A prece então desmaiada
E me vicio longe a contento
Da repetição meio espraiada
Insisto no tempo e arrebento
A vontade agora aflorada
Me invisto de sonho e alento
Na ilusão de toda caminhada
Assinar:
Postagens (Atom)