A glória não envaidece a multidão
O fracasso não condena a desgosto
Quando herói faz da espada a razão
Demuda a arena da vida em gosto
A luta vira somente uma canção
A coragem é quem embala o posto
Quando a sorte é refém do desvão
A batalha canta noites de agosto
A derrota flerta o beijo entreposto
A vitória dialoga com a ilusão
O desfecho no destino é recosto
Se o espírito se abre ao coração
A guerra não passa de um aposto
Vencedor faz de ousadia a lição
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Madrugada
Minha vida é um balde de vento
Eu arremesso em meio ao nada
O ar que reveste o momento
Faz-se banho em madrugada
Mas eu cato de novo o relento
E misturo à boca amargada
Convalesce de dor e tormento
A prece então desmaiada
E me vicio longe a contento
Da repetição meio espraiada
Insisto no tempo e arrebento
A vontade agora aflorada
Me invisto de sonho e alento
Na ilusão de toda caminhada
Eu arremesso em meio ao nada
O ar que reveste o momento
Faz-se banho em madrugada
Mas eu cato de novo o relento
E misturo à boca amargada
Convalesce de dor e tormento
A prece então desmaiada
E me vicio longe a contento
Da repetição meio espraiada
Insisto no tempo e arrebento
A vontade agora aflorada
Me invisto de sonho e alento
Na ilusão de toda caminhada
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Economia do amor
O amor é uma riqueza sem preço
Que transgride as leis do mercado
A procura enriquece pelo avesso
Se a oferta faz o jogo do acaso
E o lucro vale mais que dinheiro
No retorno de um abraço aplicado
Em cada peito existe uma agência
Salas que acolhem os sentimentos
Os olhos são bancos de inocência
Quando o riso se faz investimento
Amar não é negócio da prudência
Mas a troca de eternos momentos
Um coração que ama não poupa
Quanto mais gasta mais verba tem
O imposto que abate não rouba
Recolhe um mimo mas deixa cem
O tributo sobre os afetos vigora
Feito ponte entre carinhos e réquiem
Ama quem sabe que repartindo sobra
Se a bolsa respeita o valor da verdade
No contrato firmado por quem se gosta
As cláusulas só exigem a felicidade
Toda transação fica fadada à glória
Quando duas almas formam sociedade
Na relação o afago se comercializa
Mas somente possui uma cotação
Doação se vende pra quem utiliza
O beijo como moeda da emoção
O carinho até compra uma brisa
Quando ao amor se estende a mão
Na paixão o querer é um câmbio fixo
Que flutua no toque da imaginação
A ganância rima com um sorriso
Quando o desejo se torna a ambição
Cada instante multiplica o seu custo
Para o amor explodir como a inflação
Desencontros até lembram prejuízos
E desencorajam o faisão especulador
Ele apanha o que depositou em juízo
Quando uma crise traz o ciclo da dor
E procura a isenção em um paraíso
Para fugir das oscilações do amor
Mas não existe déficit que perdure
Para carregar o amor à bancarrota
Por mais que a falência se insufle
A inadimplência não fecha a porta
E antes que a dívida se confirme
O destino vê liquidada a sua cota
A balança que indicava moratória
Num aconchego tem um superávit
A negociação que ia para derrota
No sexo subsidia um overnight
E um casal que no amor se porta
Desfruta o saldo da reciprocidade
No amor se jura mas não há juros
Se as palavras elevam o juramento
O índice que dispara é um seguro
Se a jura se torna um mandamento
E todo cálculo fenece no escuro
Se carícias esvoaçam na jura do vento
Na matemática fria do absurdo
O afeto esquenta os pagamentos
Os gráficos tentam ser obtusos
A afeição é a contagem do tempo
Se o amor é imperialista do futuro
A economia é relegada ao relento
Que transgride as leis do mercado
A procura enriquece pelo avesso
Se a oferta faz o jogo do acaso
E o lucro vale mais que dinheiro
No retorno de um abraço aplicado
Em cada peito existe uma agência
Salas que acolhem os sentimentos
Os olhos são bancos de inocência
Quando o riso se faz investimento
Amar não é negócio da prudência
Mas a troca de eternos momentos
Um coração que ama não poupa
Quanto mais gasta mais verba tem
O imposto que abate não rouba
Recolhe um mimo mas deixa cem
O tributo sobre os afetos vigora
Feito ponte entre carinhos e réquiem
Ama quem sabe que repartindo sobra
Se a bolsa respeita o valor da verdade
No contrato firmado por quem se gosta
As cláusulas só exigem a felicidade
Toda transação fica fadada à glória
Quando duas almas formam sociedade
Na relação o afago se comercializa
Mas somente possui uma cotação
Doação se vende pra quem utiliza
O beijo como moeda da emoção
O carinho até compra uma brisa
Quando ao amor se estende a mão
Na paixão o querer é um câmbio fixo
Que flutua no toque da imaginação
A ganância rima com um sorriso
Quando o desejo se torna a ambição
Cada instante multiplica o seu custo
Para o amor explodir como a inflação
Desencontros até lembram prejuízos
E desencorajam o faisão especulador
Ele apanha o que depositou em juízo
Quando uma crise traz o ciclo da dor
E procura a isenção em um paraíso
Para fugir das oscilações do amor
Mas não existe déficit que perdure
Para carregar o amor à bancarrota
Por mais que a falência se insufle
A inadimplência não fecha a porta
E antes que a dívida se confirme
O destino vê liquidada a sua cota
A balança que indicava moratória
Num aconchego tem um superávit
A negociação que ia para derrota
No sexo subsidia um overnight
E um casal que no amor se porta
Desfruta o saldo da reciprocidade
No amor se jura mas não há juros
Se as palavras elevam o juramento
O índice que dispara é um seguro
Se a jura se torna um mandamento
E todo cálculo fenece no escuro
Se carícias esvoaçam na jura do vento
Na matemática fria do absurdo
O afeto esquenta os pagamentos
Os gráficos tentam ser obtusos
A afeição é a contagem do tempo
Se o amor é imperialista do futuro
A economia é relegada ao relento
Ao amigo nômade,
Há um pingo de estrada
No semblante do poeta
Cada dia uma jornada
Cada noite uma seresta
E no meio da cantata
O sabor de uma conversa
O poeta é volúvel
Como doce em boca quente
Desliza entre paixões
Escorrega entre mentes
Fabrica as ilusões
Mas não padece ao repente
Por entre olhares se confessa
E na ânsia se motiva
Por entre vozes se expressa
E nas poesias se fascina
Constrói versos de ousadia
Que no toque do tempo oscila
As estrofes de amor
São eternas por um instante
Arrebatam o calor
De um desejo inconstante
E o tornam um impostor
De interesse cativante
Rimas de arqueiro
Sílabas como flecha
Um movimento certeiro
Um peito de uma donzela
Casablanca como modelo
A conquista em emboscada
O poeta traz o dom
De imortalizar a palavra
No galante de um ardor
No tropeço de uma graça
É sempre o pudor
Da conversa amigada
Um passado errante
Que na busca se vale
Amar por um rompante
Freqüentar as beldades
Acrescentar os romances
No currículo da vaidade
Entre elas um personagem
Entre amigos, é diferente
Sobra o vigor da coragem
De um caráter onipresente
Que com carinho só afaga
O sorriso de um carente
O diálogo resplandece
Entre becos do acaso
A união se fortalece
Na sinceridade do abraço
A relação não arrefece
Se com respeito faz um laço
Amigo de escrita suave
Que faz prosa em poesia
Jornalismo de versos nasce
Informando com maestria
Poeta que humaniza dados
Nos jornais do dia-a-dia
O nômade das feministas
É sedentário da bondade
Migra feito um ilusionista
E ancora na felicidade
Poeta, é bom tê-lo à vista
E na foz de uma amizade
No semblante do poeta
Cada dia uma jornada
Cada noite uma seresta
E no meio da cantata
O sabor de uma conversa
O poeta é volúvel
Como doce em boca quente
Desliza entre paixões
Escorrega entre mentes
Fabrica as ilusões
Mas não padece ao repente
Por entre olhares se confessa
E na ânsia se motiva
Por entre vozes se expressa
E nas poesias se fascina
Constrói versos de ousadia
Que no toque do tempo oscila
As estrofes de amor
São eternas por um instante
Arrebatam o calor
De um desejo inconstante
E o tornam um impostor
De interesse cativante
Rimas de arqueiro
Sílabas como flecha
Um movimento certeiro
Um peito de uma donzela
Casablanca como modelo
A conquista em emboscada
O poeta traz o dom
De imortalizar a palavra
No galante de um ardor
No tropeço de uma graça
É sempre o pudor
Da conversa amigada
Um passado errante
Que na busca se vale
Amar por um rompante
Freqüentar as beldades
Acrescentar os romances
No currículo da vaidade
Entre elas um personagem
Entre amigos, é diferente
Sobra o vigor da coragem
De um caráter onipresente
Que com carinho só afaga
O sorriso de um carente
O diálogo resplandece
Entre becos do acaso
A união se fortalece
Na sinceridade do abraço
A relação não arrefece
Se com respeito faz um laço
Amigo de escrita suave
Que faz prosa em poesia
Jornalismo de versos nasce
Informando com maestria
Poeta que humaniza dados
Nos jornais do dia-a-dia
O nômade das feministas
É sedentário da bondade
Migra feito um ilusionista
E ancora na felicidade
Poeta, é bom tê-lo à vista
E na foz de uma amizade
Longe da distância
No lapso dos quilômetros
Instalou-se a distância
Estrada de corações francos
Lembrança ainda que tardia
No tempo de uma hegemonia
De encontros instantâneos
O acaso foi escorregadio
Deslizou por entre os caminhos
Separou do jardim cravo e flor
No labirinto de um desaviso
Resolveu validar nosso amor
Testando amantes a fio
Que ardor não se apaga
Com o sopro de uma ausência
Que paixão se agüenta
Onde sobra uma carência
Se a rotina agora é feita
De retratos e essência
Imploro ao vento teu cheiro
Peço às noites o perfume
Escuto nas aves teu recado
Os olhos vejo em vaga-lumes
A tua pele sinto no abraço
Quando a noite o dia assume
Quanto dói uma sentença
Ajuizada na saudade
Se distancio da presença
Acolho a ansiedade
De suplantar o destino
Pela força da vontade
E não há metro que separe
Meu amor dos teus dias
A distância nunca vale
Quando a vida anuncia
Que no mundo de nós dois
Mora a eterna sinergia
Instalou-se a distância
Estrada de corações francos
Lembrança ainda que tardia
No tempo de uma hegemonia
De encontros instantâneos
O acaso foi escorregadio
Deslizou por entre os caminhos
Separou do jardim cravo e flor
No labirinto de um desaviso
Resolveu validar nosso amor
Testando amantes a fio
Que ardor não se apaga
Com o sopro de uma ausência
Que paixão se agüenta
Onde sobra uma carência
Se a rotina agora é feita
De retratos e essência
Imploro ao vento teu cheiro
Peço às noites o perfume
Escuto nas aves teu recado
Os olhos vejo em vaga-lumes
A tua pele sinto no abraço
Quando a noite o dia assume
Quanto dói uma sentença
Ajuizada na saudade
Se distancio da presença
Acolho a ansiedade
De suplantar o destino
Pela força da vontade
E não há metro que separe
Meu amor dos teus dias
A distância nunca vale
Quando a vida anuncia
Que no mundo de nós dois
Mora a eterna sinergia
terça-feira, 26 de junho de 2007
Verso interrompido
Sou um verso interrompido
Uma palavra inacabada
Um som emudecido
Uma frase seqüelada
Sou um vento estagnado
Uma brisa esquentada
Um mar ressecado
Uma lágrima amarga
Sou um sonho recaído
Um pesadelo arruinado
Um desejo esquecido
Um anseio relegado
Sou uma vontade vencida
Um ímpeto estrangulado
Uma meta desvanecida
Um destino desavisado
Sou uma sorte enganada
Um labirinto fechado
Uma esquina passada
Um caminho idealizado
Sou metáfora recontada
Uma comparação indevida
Uma qualidade ofuscada
Uma hipérbole contida
Sou um teimoso limitado
Um pecador iludido
Um confidente arriscado
Um amante aturdido
Sou uma emoção repartida
Um sonhador enraizado
Uma canção rediscutida
Um namorador abonado
Sou somente um ardor
Que no dia se espalha
Sou pedaço de uma dor
Que no peito resvala
Mas no teatro da vida
Faço as vezes de um ator
Contraceno com a saudade
Nas cortinas de um amor
Uma palavra inacabada
Um som emudecido
Uma frase seqüelada
Sou um vento estagnado
Uma brisa esquentada
Um mar ressecado
Uma lágrima amarga
Sou um sonho recaído
Um pesadelo arruinado
Um desejo esquecido
Um anseio relegado
Sou uma vontade vencida
Um ímpeto estrangulado
Uma meta desvanecida
Um destino desavisado
Sou uma sorte enganada
Um labirinto fechado
Uma esquina passada
Um caminho idealizado
Sou metáfora recontada
Uma comparação indevida
Uma qualidade ofuscada
Uma hipérbole contida
Sou um teimoso limitado
Um pecador iludido
Um confidente arriscado
Um amante aturdido
Sou uma emoção repartida
Um sonhador enraizado
Uma canção rediscutida
Um namorador abonado
Sou somente um ardor
Que no dia se espalha
Sou pedaço de uma dor
Que no peito resvala
Mas no teatro da vida
Faço as vezes de um ator
Contraceno com a saudade
Nas cortinas de um amor
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Voar
Eu só queria um pedaço de liberdade
Para pisar num chão de que fosse dono
Marcar passos no rol da vontade
Satisfazer o desejo que aprisiono
Percorrer labirintos da minha verdade
Pelos becos de medos que me dão sono
Eu queria acordar sem a nuvem do ontem
Impedindo o sol da cortesia matinal
Queria que as aves no meu ritmo cantassem
Como se saudassem de frevo meu carnaval
Eu dançaria num compasso vindo do além
Celebrando o desfile de um ego imortal
Se meus pés fossem como forças do ímpeto
Mãos eu teria para enfeitiçar meu futuro
O destino seria descendente do arbítrio
A magia me faria ver luzes no escuro
Virtudes seriam o meu mais nobre título
Defeitos sumiriam em fábulas do absurdo
Se a liberdade fosse minha relíquia
Mares choveriam em minhas pálpebras
Dias nasceriam em risos de poesia
Noites sangrariam em meio a anáguas
Um arco-íris dos olhos resplandeceria
Para colorir as faces da minh’alma
As bocas seriam meu pouso seguro
Por entre pernas eu faria a minha rota
Corpos sedentos no horizonte futuro
Prazeres suados na sola das botas
Amores sóbrios em verso duradouros
No efêmero ébrio das próprias órbitas
A liberdade é de toda sorte um prêmio
Que minha caminhada tenta conquistar
Errante perambulo em sonho ingênuo
De que os poemas até ele vão me levar
Mas sinto que preciso do que não tenho
O poder de subir aos céus e voar
Para pisar num chão de que fosse dono
Marcar passos no rol da vontade
Satisfazer o desejo que aprisiono
Percorrer labirintos da minha verdade
Pelos becos de medos que me dão sono
Eu queria acordar sem a nuvem do ontem
Impedindo o sol da cortesia matinal
Queria que as aves no meu ritmo cantassem
Como se saudassem de frevo meu carnaval
Eu dançaria num compasso vindo do além
Celebrando o desfile de um ego imortal
Se meus pés fossem como forças do ímpeto
Mãos eu teria para enfeitiçar meu futuro
O destino seria descendente do arbítrio
A magia me faria ver luzes no escuro
Virtudes seriam o meu mais nobre título
Defeitos sumiriam em fábulas do absurdo
Se a liberdade fosse minha relíquia
Mares choveriam em minhas pálpebras
Dias nasceriam em risos de poesia
Noites sangrariam em meio a anáguas
Um arco-íris dos olhos resplandeceria
Para colorir as faces da minh’alma
As bocas seriam meu pouso seguro
Por entre pernas eu faria a minha rota
Corpos sedentos no horizonte futuro
Prazeres suados na sola das botas
Amores sóbrios em verso duradouros
No efêmero ébrio das próprias órbitas
A liberdade é de toda sorte um prêmio
Que minha caminhada tenta conquistar
Errante perambulo em sonho ingênuo
De que os poemas até ele vão me levar
Mas sinto que preciso do que não tenho
O poder de subir aos céus e voar
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Meu passo
Falo de felicidade que preenche
de sentimento que se embala
de aconchego que se pretende
onde o mar vira alma
falo de amor que deságua
de paixão que não se rende
de ardor que até se mata
quando o peito é de gente
falo da vida que não se muda
do presente que se germina
dos passados que se cultuam
pelos futuros se não terminam
falo dos nobres que se curvam
dos plebeus como majestades
de coroas que viram feudos
onde as vidas valem a metade
falo de palavras que se destroem
de frases tolas que se esbarram
de versos mudos que se doem
no silêncio morto dos que falam
falo das eras que agora são
do que se foi e nunca esteve
do que é ser se foi coração
do eterno será se amor teve
e falo do não que é certeza
porque duvida da afirmação
da negação quero a firmeza
de quem oscila sem a razão
se não falo sou a escrita
letras livres lendo linhas
sílabas somente se saciam
se da carne sou comunhão
E não invento a vida
eu renasço
E não controlo o tempo
eu perpasso
Não jogo rimas
eu ultrapasso
Não desafio o mundo
dou meu passo.
de sentimento que se embala
de aconchego que se pretende
onde o mar vira alma
falo de amor que deságua
de paixão que não se rende
de ardor que até se mata
quando o peito é de gente
falo da vida que não se muda
do presente que se germina
dos passados que se cultuam
pelos futuros se não terminam
falo dos nobres que se curvam
dos plebeus como majestades
de coroas que viram feudos
onde as vidas valem a metade
falo de palavras que se destroem
de frases tolas que se esbarram
de versos mudos que se doem
no silêncio morto dos que falam
falo das eras que agora são
do que se foi e nunca esteve
do que é ser se foi coração
do eterno será se amor teve
e falo do não que é certeza
porque duvida da afirmação
da negação quero a firmeza
de quem oscila sem a razão
se não falo sou a escrita
letras livres lendo linhas
sílabas somente se saciam
se da carne sou comunhão
E não invento a vida
eu renasço
E não controlo o tempo
eu perpasso
Não jogo rimas
eu ultrapasso
Não desafio o mundo
dou meu passo.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Sina
Posso pensar mas nunca escrever
O universo dos meus sentimentos
Pois na órbita dos meus momentos
Sou apenas a lua e o sol é você
Posso tentar mas nunca depor
Sobre o flerte das nossas almas
Pois no anseio da minha calma
Sou apenas o peito e você o amor
Posso tentar mas nunca falar
Dos sonhos moldados no riso
Pois no toque de um desaviso
Sou o deguste e você paladar
Posso tentar mas nunca saber
Dos segredos encobertos na flor
Pois no jardim do nosso ardor
Sou a raiz e você o arborescer
Posso tentar mas nunca entender
A eternidade no teu simples olhar
Pois no tempo de o destino criar
Sou instrumento a obra é você
Posso tentar mas nunca reunir
As qualidades do teu semblante
Pois no mundo de um instante
Sou circunstância e você o advir
Só posso o que tento por sina
Ao rio de amor dar minha vazão
Em nosso leito só corre coração
Se sou Tiago e você Catarina
O universo dos meus sentimentos
Pois na órbita dos meus momentos
Sou apenas a lua e o sol é você
Posso tentar mas nunca depor
Sobre o flerte das nossas almas
Pois no anseio da minha calma
Sou apenas o peito e você o amor
Posso tentar mas nunca falar
Dos sonhos moldados no riso
Pois no toque de um desaviso
Sou o deguste e você paladar
Posso tentar mas nunca saber
Dos segredos encobertos na flor
Pois no jardim do nosso ardor
Sou a raiz e você o arborescer
Posso tentar mas nunca entender
A eternidade no teu simples olhar
Pois no tempo de o destino criar
Sou instrumento a obra é você
Posso tentar mas nunca reunir
As qualidades do teu semblante
Pois no mundo de um instante
Sou circunstância e você o advir
Só posso o que tento por sina
Ao rio de amor dar minha vazão
Em nosso leito só corre coração
Se sou Tiago e você Catarina
De amor e distância
No lapso dos quilômetros
Instalou-se a distância
Estrada de corações francos
Lembrança ainda que tardia
No tempo de uma hegemonia
De encontros instantâneos
O acaso foi escorregadio
Deslizou por entre os caminhos
Separou do jardim cravo e flor
No labirinto de um desaviso
Resolveu validar nosso amor
Testando amantes a fio
Que ardor não se apaga
Com o sopro de uma ausência
Que paixão se agüenta
Onde sobra uma carência
Se a rotina agora é feita
De retratos e essência
Imploro ao vento teu cheiro
Peço às noites o perfume
Escuto nas aves teu recado
Os olhos vejo em vaga-lumes
A tua pele sinto no abraço
Quando a noite o dia assume
Quanto dói uma sentença
Ajuizada na saudade
Se distancio da presença
Acolho a ansiedade
De suplantar o destino
Pela força da vontade
E não há metro que separe
Meu amor dos teus dias
A distância nunca vale
Quando a vida anuncia
Que no mundo de nós dois
Mora a eterna sinergia
Instalou-se a distância
Estrada de corações francos
Lembrança ainda que tardia
No tempo de uma hegemonia
De encontros instantâneos
O acaso foi escorregadio
Deslizou por entre os caminhos
Separou do jardim cravo e flor
No labirinto de um desaviso
Resolveu validar nosso amor
Testando amantes a fio
Que ardor não se apaga
Com o sopro de uma ausência
Que paixão se agüenta
Onde sobra uma carência
Se a rotina agora é feita
De retratos e essência
Imploro ao vento teu cheiro
Peço às noites o perfume
Escuto nas aves teu recado
Os olhos vejo em vaga-lumes
A tua pele sinto no abraço
Quando a noite o dia assume
Quanto dói uma sentença
Ajuizada na saudade
Se distancio da presença
Acolho a ansiedade
De suplantar o destino
Pela força da vontade
E não há metro que separe
Meu amor dos teus dias
A distância nunca vale
Quando a vida anuncia
Que no mundo de nós dois
Mora a eterna sinergia
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